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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Catió demonstrou inequivocamente que o Projecto "por uma liderança democrática e inclusiva" são a única alternativa viável para o PAIGC.

Foi perante uma plateia representando todas as estruturas regionais, secto-riais e de base do Partido reunidos na cidade de Catió, teve a oportunidade de, no decurso de uma sessão de esclarecimento promovido pe-lo Projecto "Por uma Lide-rança Democrática e Inclusiva" obter uma sucinta explicação dos perigos que representa para o futuro do PAIGC, o surgimento da Plataforma.
 
 
Para Óscar Barbosa "Cancan", membro da Comissão Permanente do PAIGC e um dos Coordenadores do Projecto "por uma liderança democrática e inclusiva" após agradecer "a inequívoca manifestação de apoio e de solidariedade manifestadas pelos responsáveis das diferentes estruturas do nosso grande Partido em torno do projecto que apoia Braima Camará, um dirigente de futuro e em clara ascensão, porque quando tomaram conhecimento da escolha consciente e patriótica de um vasto leque de responsáveis e militantes em fazer dele o seu candidato à Presidência do PAIGC, a equipa de veteranos que anti estatutariamente estão gerindo os destinos do PAIGC pensaram tratar-se de uma postulação a não ter em conta e quando notaram que ele se transformou num poderoso e já mais do que certo Presidente do PAIGC a partir do VIII Congresso Ordinário do nosso Partido, o alarme suou e então toca a unir as forças já vencidas no seio de algumas candidaturas com poucas ou nenhumas possibilidade de ganhar seja o que for no seio do PAIGC e num acto de puro contra senso, violando, inclusive, as próprias regras estatutárias do partido e mesmo de ordem ética e democrática, assumiram o papel de jogador e arbitro, ou seja, de responsáveis principais pela Comissão Nacional Preparatória do Congresso elaboraram uma revisão dos Estatutos à justa medida das suas pretensões e se fizeram de Candidatos, tudo em nome de um só e único objectivo: TRAVAR A TODO O CUSTO BRAIMA CAMARÁ DE CHEGAR A PRESIDÊNCIA DO PAIGC".
 
Em Catió a delegação do Projecto "por uma liderança democrática e inclusiva" chefiada pelo camarada Oscar BARBOSA "Cancan", membro da Comissão Permanente do Bureau Politico e Responsável pela Comu-nicação e Marketing no âmbito do projecto liderado pelo camarada Braima Camara e integrada pelos camaradas Dinis Cabelol na Fantchamna, Carlos Pinto Pereira, da Comissão Política e Estratégica e por Mandu Indjai, Coordenador do Projecto nos Bijagós, defende que uma revisão tão profunda dos Estatutos, há menos de seis meses das eleições, é totalmente contra procedente, pois tem o sério risco de confundir os militantes e o povo em geral com um modelo de direcção completamente desconhecido do Partido e que está sendo levado a cabo pelos mentores de uma dita Plataforma em nome de um centralismo democrático que já não existe no seio do PAIGC.

Em nome do Projecto que apoia a candidatura de Braima Camara à Presidência do PAIGC, as estruturas regionais do Partido da Região de Tombali, reunidos em Catió, escutaram as explicações dadas pelo camarada Carlos Pinto Pereira que na sua exposição chamou a atenção dos militantes “para o recuo democrático que representa o modelo de escolha do Primeiro-Ministro que nos temos da proposta da dita Plataforma passa a ser escolhido por uma cúpula muito de pessoas ao invés de o ser pelo conjunto dos delegados ao congresso com a legitimidade que lhes advém do facto de serem os representantes legítimos de todos os militantes do Partido”.
Para este Jurista, igualmente membro da Direcção Política e Estratégica do Projecto "Por uma liderança demo-crática e inclusiva" esta proposta "encerra ainda o perigo de não ser o Presidente do PAIGC, o verdadeiro líder do Partido, por não ser ele quem vai dar a cara na defesa do Programa do Partido nas eleições, logo não vir a ser ele o responsável pela execução do Programa de Governo. Na azafama de tolher o passo a alguns Candidatos, os defensores da dita Plataforma confundem o papel de Presidente com o do Secretário Permanente ou Nacional do Partido, que deve este sim, tomar conta pela organização do Partido e pela vida dos seus militantes, tal como no passado, os camaradas José Araújo e Vasco Cabral deram cabais provas de militância cumprindo aquelas funções de Secretario Permanente com capacidade, competência, zelo e dedicação, hoje esperamos que o camarada Carlos Correia, que quer dar o seu contributo na melhor organização do Partido que o faça neste lugar já o que eles pretendem é ajudar a organizar o partido".

Diferentes membros das diferentes estruturas do PAIGC presentes passaram a intervir depois das explicações que lhes foi dada sobre a Plataforma, sendo de destacar algumas passagens dos seguintes camaradas, nomeadamente do camarada Lássana Camará que se mostrou “muito preocupado com a actual situação que se vive no seio do PAIGC, onde praticamente ninguém se entende, defendendo o surgimento de uma liderança forte e esclarecida e a esperança hoje estar virada num projecto liderado pelo camarada Braima Camará que já ganhou o seu espaço no seio dos verdadeiros militantes do PAIGC”.
Para Lássana Camará “a hora actual é de preocupação e de estupefacção quando pela voz dos altos dirigentes que se deslocaram a Catió para defenderem e afirmarem que a sua Plataforma era um facto consumado e irreversível”, para logo concluir se "estariam já a aplicar o centralismo democrático?".

Para a Hadja Ramatu Sow da UDEMU de Catió, "existe de facto um choque entre veteranos e jovens, com larga desvantagem para os mais velhos, pois estamos em crer que a ideia da Plataforma veio muito tarde, quando devia ser logo posta a circular para que não criasse hoje os problemas que vão minar ainda mais o nosso Partido. Contudo e apesar de termos algumas divergências entre nós, normal para um partido grande como o nosso, devemos salvar imediatamente o que nos une e procurarmos curar o que nos divide", para concluir que "a nossa actual divisão interna só favorece e abre caminho aos nossos adversários políticos e muitos deles estão a tirar lições dos erros que cometeram no passado e hoje com a experiência e a aprendizagem que estão tendo com a nossa longa experiência, estão desenhando estratégias que podem fazer perigar a nossa vitoria nas próximas eleições que se avizinham".
Para o veterano Mussa Seidi, um antigo Combatente da Liberdade da Pátria que dedicou já largos anos ao PAIGC afirmaria que podia falar em alto e bom som "que sofremos imenso com o processo da Luta de Libertação e hoje continuamos esquecidos, mas com renovadas esperanças depois de escutarmos Braima Camara que pensamos ser um dirigente capaz de fazer voltar o nosso grande Partido aos caminhos da verdade e do desenvolvimento", para concluir afirmando que "os nossos antigos dirigentes ao inventarem esta Plataforma estão a contribuir para estragar ainda mais o PAIGC".

Para Mamadu Camará “há imensos problemas no seio do PAIGC "muito dividido em sensibilidades, a revisão partidária deveria ser na base de um mais amplo e responsável consenso para evitar mais problemas", alertando de seguida para "o facto de o PRS estar a apreender com os erros que o PAIGC comete e está a reorganizar-se de modo a poder contrabalançar a força do PAIGC, daí termos que nos precaver e unirmos o nosso Partido o mais rápido quanto possível, porque com a marcação da data das próximas eleições já não temos muito tempo".
Baciro Djau defenderia que o mais importante na hora actual é a coesão do PAIGC, "razão pela qual defendemos a necessidade de haver cedências e consensos entre todos os candidatos de modo a salvarmos o PAIGC, sem contudo, pisarmos ou violarmos os nosso Estatutos, pois a divisão que se vive há muitos anos a esta parte no seio do PAIGC não aconselha uma revisão tão profunda, pois isso é contra procedente  pois vai acentuar ainda mais a unidade e coesão do nosso Partido, com a agravante de estar já a porta das eleições, daí precisarmos de tomar muito cuidado com o crescimento e a organização do PRS baseado e assente numa estratégia de unidade interna reforçada e que está igualmente a desenhar e a implementar uma estratégia para cada região do nosso país".

A JAAC, pela voz do seu Coordenador local, Amadú Iaia, há que defender uma liderança democrática e não uma liderança autoritária, e neste aspecto os veteranos devem ter a percepção e a noção de que a Plataforma está a gerar muita divisão e mais problemas, razão pela qual devem fazer prevalecer o bom senso não injectando mais gasolina para a fogueira, cabendo aos militantes escolher o seu Presidente e o modelo de Estatutos, coisas que não devem ser impostos sem tomarem em devida conta os prós e ou contras.
 
Para este responsável da juventude, "se o PAIGC perder as próximas eleições a culpa será dos mentores da Plataforma que estão a atrasar deliberadamente a realização do congresso não permitindo assim tempo para o nosso Partido se preparar de forma conveniente e necessária e nesta revisão dos Estatutos não queremos a votação do braço no ar, mas sim através das urnas, pois isso só fortalece mais o PAIGC e não contribui para a sua divisão, pois quem ganhar o próximo Congresso deve igualmente pensar nos jovens, porque nos últimos anos nós fomos sempre os parentes pois do nosso Partido".
Para a camarada Sérgia da Silva, da UDEMU de Tombali "as divisões ou guerras internas do PAIGC tiveram sempre reflexos negativos para as mulheres, pois as permanentes discórdias só trazem mais fome, mais desgraça, mais pobreza pois afastam o PAIGC das suas responsabilidades de lutar e proteger o nosso povo".

Mamadú Turé na sua curta intervenção perguntou se seria verdade "pelas afirmações que a delegação da Plataforma proferiu em Catió de que todos os candidatos aceitaram assinar esse documento, pois, pelas vossas palavras estão a dizer-me que o Candidato Braima Camará sempre recusou a ideia da Plataforma e nunca vais assinar esse documento, mantendo firme a sua candidatura á Presidência do Partido e sendo assim os veteranos estão a mentir e a enganar os militantes e isso é muito grave e muito mau".
A militante Musquebá Mané, igualmente da JAAC se o PAIGC defende a democracia, "então vamos para o jogo democrático sem medo e sem complexos, pois o mais importante é salvar o nosso Partido, pois devemos saber ganhar e perder com honra e dignidade para todos. Havendo mais de mil candidatos para disputar a Presidência do PAIGC não me causa nenhum problema, o que me preocupa sim, é haver intenção de travar a democracia interna no seio do nosso partido com a invenção de modelos que não estão nos nossos hábitos".

Para esta jovem militante, "os problemas do PAIGC nascem e consolidam-se sempre e invariavelmente no seio do nosso próprio partido e os veteranos com esta Plataforma estão a contribuir para haver mais problemas e divisão no nosso seio", para de seguida afirmar que "a juventude do PAIGC que está na JAAC está caduca e sem esperanças e sem leme, pois a JAAC hoje é uma sombra daquilo que foi e pode vir a ser e é por causa dessa inoperância que a situação dos jovens se complica cada vez mais, daí a razão pela qual os jovens e Tombali nunca ascenderam quer ao nível do aparelho do partido quer ao nível do Governo".
Para o veterano Bacar Sissau Sandé "os Combatentes da Liberdade da Pátria libertaram este país e é com pena que vemos hoje alguns dos nossos históricos, com muita história no processo da nossa Luta de Libertação Nacional, estejam a contribuir para a desunião do nosso partido e também precisamos hoje mais do que nunca de mudar muita coisa no nosso país e uma das coisas é salvar a vida dos Antigos Combatentes cada em mais vitimados e cada vez mais parentes pobres deste país".

O leque dos intervenientes do encontro de Catió, ficou marcada pela  clareza da intervenção corajosa e lúcida do camarada Braima Cassamá que sem rodeios diria em alto e bom tom "que enquanto um dos responsáveis regionais do PAIGC fomos instruídos de forma explicita pelos nossos chefes e dirigentes para recebermos todos os candidatos que se desloquem para a nossa área de acção nos mantermos equidistantes das candidaturas dada a nossa condição de funcionários do partido, mas hoje estamos espantados com a forma como os nossos dirigentes superiores do nosso Partido se estão comportando, violando de forma séria e preocupante os Estatutos do PAIGC", para de seguida e de forma muito precisa afirmar que "os camaradas Presidente em Exercício do PAIGC e o Secretario Nacional do nosso Partido sabem muito bem que qualquer documento ou orientação estratégica devem ser submetidos e aprovados pelos órgãos estatutários do PAIGC e serem posteriormente enviados para discussão e analise das bases cuja contribuição para o seu enriquecimento deve ser tomado em conta caso se entenda a sua pertinência e utilidade".
Braima Cassamá, continuaria a sua intervenção afirmando ainda que, citamos, "chegar a Catió e deixar entender a todos que os Estatutos do PAIGC aprovados pelo VII Congresso Ordinário de Gabú já nada servem porque decidiram assumir novos Estatutos que nem sequer passaram pelos órgãos estatutários, apresentando a Plataforma como algo já assumido pelo Comité Central é tanto mais grave como é igualmente uma gravíssima infração aos actuais Estatutos em vigor e devem merecer uma atenção especial do nosso Conselho Nacional de Jurisdição" para logo concluir, afirmando, "também estamos preocupados, quando vemos o nosso Secretário Nacional, que nos deu orientações precisas para nos mantermos equidistantes das candidaturas, estar a assumir um projecto de liderança no seio de uma Plataforma também ilegal pela forma como o querem impôr, o que nos deixa a partir deste momento com as mãos livres para assumirmos a candidatura que cada um de nós bem quiser ou entender".

O Supervisor do Projecto "por uma liderança democrática e inclusiva" no Sul do país, camarada Aly Kadra, igualmente Deputado da Nação, na sua intervenção deixaria manifestar a sua satisfação pelo facto de Catió, "bem como de todo o sul do país estarem conscientes dos perigos que representa o surgimento da Plataforma, uma solução engendrada para travar um verdadeiro peso pesado da política guineense inesperado para muitos e cuja ascensão está a incomodar as pretensões de muito boa gente, enquanto se vê surgir estratégias promovendo candidaturas que só visam a satisfação de ambições de ordem pessoal".
Para Dinis Cabelol Na Fantchamna, membro do Bureau Politico do PAIGC e igualmente da sua Coordenação Política Nacional, o Projecto que apoia Braima Camará à liderança do PAIGC "é manifestamente algo que vai marcar o fim de um ciclo de divisões, de desentendimentos no seio do nosso Partido e também a hora de uma mudança geracional, útil e absolutamente necessária para adequar o Partido as exigências da modernidade e do desenvolvimento".

Para encerar esta reunião de esclarecimento, Óscar Barbosa "Cancan" considerou que “a ideia de criar esta dita Plataforma vai ser alvo de um grande chumbo por parte de todos os responsáveis das estruturas do Partido” para de seguida considerar ser "uma pena vermos dirigentes históricos virem a ser ridicularizados e atacados pela sua teimosia, pela sua falta de senso político e pela sua excessiva ambição pessoal, só porque não estão a acompanhar o curso da história e das exigências de uma sociedade em plena mutação".

Para Óscar Barbosa "nos últimos dez anos a esta parte, várias crises graves abalaram de forma progressiva toda estrutura política do PAIGC e tornou evidente que o caminho que está ou estava sendo conduzido o partido não era a melhor, prova disto é actual situação que o partido atravessa e que vem demonstrar de forma inequívoca a urgente necessidade de o PAIGC dotar-se de um novo rumo, de um novo rosto, capaz de unir e congregar os guineenses em geral, os militantes e simpatizantes do Partido em especial, em torno dos grandes ideais de reconciliação e unidade, imprescindíveis a manutenção do PAIGC, enquanto partido do poder e força política historicamente ligada aos superiores interesses das camadas menos privilegiadas da nossa terra".

Para Cancan, "em certa medida, as sucessivas crises que ao longo dos últimos anos se vêm abatendo sobre o PAIGC correspondem às crises políticas que vêm igualmente grassando no nosso país. Com isso, não é menos verdade que a resolução duradoira dos problemas do país passa necessariamente pela resolução dos problemas do PAIGC. Pois, esta relação entre o PAIGC e a Guiné-Bissau prende-se com o estatuto histórico e a dimensão nacional deste. Não queremos com isso ignorar a importância de outras forças políticas no actual figurino político constitucional do nosso país, mas o certo é que a realidade vigente é mesmo esta. Esta realidade dolorosa por que vem passando o PAIGC e, consequentemente, a Guiné-Bissau, interpela a todos nós, filhos desta terra, e, em especial, os militantes do PAIGC, a consentirmos sacrifícios como outrora a geração de Cabral deu a vida para a libertação do nosso povo da ignorância, da exploração e da opressão".

"É esta situação que levou um vasto grupo de dirigentes, militantes responsáveis e deputados do nosso Partido na sua grande e esmagadora maioria a escolher e apoiar a candidatura à Presidência do PAIGC do camarada Braima Camará, fruto, saliente-se, após uma longa e aturada reflexão" diria Cancan, para logo concluir que "esta é uma candidatura que propõe dar expressão aos interesses dos militantes e apela à força que há em cada um e em todos, para empreender o processo de mudança de que o PAIGC precisa. Uma candidatura consubstanciada numa Liderança Democrática e Inclusiva, proporcionando uma vida partidária cada vez mais partidária a todos militantes".

Empada está 100% ao lado do Projecto "Por uma liderança democrática e inclusiva"


Uma esmagadora maio-ria dos titulares dos órgãos sectoriais, de secção e de base do Sector de Empada con-denaram vivamente o surgimento de uma Pla-taforma que veio, segundo eles, para acentuar ainda mais a divisão e as contradições internas no seio do PAIGC.
A delegação do Projecto "Por uma liderança democrática inclusiva" chefiada pelo camarada Oscar Barbosa "Cancan", membro da Comissão Política do Bureau Politico e da Comissão de Coordenação Política e Estratégica de apoio a Braima Camara e integrando ainda os camaradas Dinis Cabelol Na Fantchamna, do BP do PAIGC, Carlos Pinto Pereira, Aly Kadra, Saly Cassama, Aladje Suleimane Djassi, Julio Lefam e Ussai Djalo, apresentou as razoes da missão, que se prendiam essencialmente com o surgimento de uma dita Plataforma inventada e querendo ser imposta por alguns veteranos da Luta de Libertação Nacional.

Carlos Pinto Pereira "Caía" fez uma cabal explicação e um enquadramento jurídico relacionado com as propostas apresentadas em nome da Plataforma, no preciso momento em que se regista uma caducidade dos órgãos estatutários do PAIGC e da necessidade de se sufragar uma nova Direcção, sendo esta um dos principais objectivos do VIII Congresso Ordinário do PAIGC.

Para o jurista Carlos Pinto Pereira "há claramente uma tentativa de se subverter as regras de jogo, quando processo poderia deveria ser sem problemas desde que o jogo democrático e os Estatutos fossem respeitados"

Para este jurista, "há uma tentativa clara de se criar uma situação de insustentabilidade com a decisão de se proceder a uma profunda revisão dos Estatutos, sabendo-se que esta revisão é susceptível de dividir ainda mais o PAIGC", para logo concluir que "há menos de quatro meses e meio da data marcada para as eleições gerais (legislativas e presidenciais) é absolutamente contra procedente, principalmente quando está em disputa a eleição de novos órgãos estatutários, com toda a carga política que isso representa".

Os diferentes responsáveis regionais teceram algumas criticas e colocaram algumas questões, tais como o fez o camarada Lamine Coté que questionou o facto da proposta de revisão "não ter sido sujeita à reunião do Comité Central, órgão competente para a aprovar, mas foi pura e simplesmente adoptado como uma proposta da Plataforma de forma abusiva e irresponsável", para de seguida questionar "quem vai ser o Primeiro-Ministro, quem vai ser o Presidente da Assembleia Nacional Popular e quiçá mesmo quem é que a Plataforma vai escolher para ser o candidato apoiado pelo PAIGC para concorrer as próximas eleições presidenciais?".

Para Saco Sane, "o PAIGC tem que ser salvo, por isso mesmo temos que lutar contra todos os que a querem dividir e neste cão concreto, os mentores da Plataforma deviam saber que a sua proposta nunca seria pacifica, daí a minha ou seja a nossa preocupação e a nossa revolta", enquanto que do seu lado, Abdú Djassi alertava para o facto "do país sem o PAIGC An. Governar era sinónimo de desgovernação, de descalabro e de aumento da desgraça para as populações, principalmente, as camponesas, por isso mesmo, os mentores da Plataforma deviam saber que a Guiné-Bissau já não é o que era, pois os tempos mudaram, pelo que as vontades também têm que mudar, por isso mesmo tem que prevalecer o bom-senso e uma postura patriótica acima de tudo".

Tcherno Banora na sua intervenção, relembrou que Empada já recebeu vários candidatos a Presidente do Partido e todos eles tinham a sua visão o seu projecto, para logo concluir que "de repente surge o modelo da Plataforma, que agora em vez de nos pedirem, quase nos estão impondo uma solução, que deveria, tendo em conta os Estatutos do nosso Partido ainda em vigor e que foi aprovado em Gabú, ser obviamente sujeito ao Bureau Politico e ao Comité Central para aprovação, antes de seu imposto as bases. Pensamos que estamos a viciar o jogo democrático, pois a nosso ver, dêem ser o conjunto dos dirigentes e militantes de todas as estruturas quem cabe escolher o modelo que o PAIGC deve adoptar, por isso alerto, que tentar à viva força pretender passar uma proposta vai trazer adia mais divisão no partido e na própria Guiné-Bissau".


Por seu turno, o Deputado pelo Circulo que engloba Empada, Aly Kadra, igualmente membro do Comité Central do PAIGC, que defendeu transparência, democracia e respeito para com os Estatutos, afirmaria que em relação a proposta defendida pela Plataforma "que hoje não se coloca o problema de uma revisão estatutária,  mas sim de um caso de ambição, onde a todo o custo um pequeno grupo bem identificado retende continuar a servir-se do PAIGC para atingir os seus fins pessoais".

As Deputadas Saly Cassamá e Ussai Djalo nas suas intervenções seguiram a mesma linha defendida pela esmagadora maioria dos intervenientes, ou seja, a de condenação e rejeição total da proposta da Plataforma, que consideraram como "anti-estatuária e divisionista, portanto, alo que deve merecer uma total rejeição dos órgãos estatutários do Partido".

Para encerrar a reunião de esclarecimento falaria o camarada Cancan, que agradeceu a forma responsável, idónea e militante como os intervenientes defenderam os seus pontos de vista, "demonstração inequívoca da vossa maturidade política e de elevada postura democrática e patriotica, que só nos honra e dignifica, num momento sensível e especial que o PAIGC vive, quando procura realizar o seu VIII Congresso Ordinário, legitimar a sua nova direcção e preparar-se para reconquistar o poder de que foi abruptamente afastado".


Para Oscar Barbosa, "a hora é de unir as fileiras, reconciliar a família divida do PAIGC, cimentar a unidade e a coesão interna, como condição necessária e urgente para salvar o nosso Partido", para de seguida acusar "os que a coberto de uma legalidade duvidosa e não instituída nem estatutariamente e nem por decisão dos órgãos estatutários, mas que está querendo sendo imposta uma revisão dos Estatutos e um modelo de gerência do nosso Partido,  não seguindo as tramitações nem legais e muito menos em termos de transparência democrática".

Para o camarada Cancan, "a principal crítica que nos merece a solução apresentada pela Comissão Nacional Preparatoria do VIII Congresso Ordinario e que resultou na "Plataforma do PAIGC para a Unidade e Coesão Internas do Partido" é a que resulta do facto dela representar uma solução anti-estatutária, mas que mesmo assim mereceu o apoio dos actuais dirigentes do Partido que se apoderaram do PAIGC como se fosse sua propriedade privada.  Mais, esta Plataforma mereceu o apoio de membros da actual Comissão Nacional Preparatória do VIII Congresso, o que significa que os árbitros viraram jogadores, vestindo a camisola de uma das equipas".

"Cabe perguntarmos se uma tal Comissão Nacional merecerá a confiança dos demais concorrentes ao cargo de Presidente do Partido? Quase somos levados a concluir que, ao invés de unir, a Plataforma assim criada vai contribuir para uma maior divisão e desentendimentos no seio do Partido", diria ainda Oscar Barbosa, para logo acrescentar que "para além desta crítica fundamental, outras podem ser apresentadas. A primeira crítica é a que decorre de a nova proposta atingir no seu âmago o modelo consagrado nos actuais estatutos, nomeadamente, na indefinição do enquadramento ideológico do Partido, na indefinição sobre a liderança do Partido, na fragilidade do modelo antidemocrático de designação do Primeiro-Ministro e num preocupante recuo sobre o enquadramento dos quadros do CONQUATSA".

A finalizar a sua intervenção, Cancan diria "quando os que seriam os árbitros do processo resolvem ser igualmente jogadores, pois tanto a revisão dos actuais estatutos por uma Comissão de Textos da Comissão Nacional Preparatória que devia prestar contas ao Comité Central, resolve-se pura e simplesmente passar este dossier para o projecto Plataforma, com a agravante ainda dos mentores da Plataforma não tomar em consideração que os Estatutos aprovados pelo Congresso de Gabú continua vigente e legal ".

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Núcleo de Apoio à candidatura de Braima Camará na Diáspora – Europa (NACBC) à liderança do PAIGC reage à criação da "Plataforma do PAIGC para a Unidade e Coesão Interna do Partido"



O Núcleo de Apoio à candidatura de Braima Camará na Diáspora – Europa (NACBC) à liderança do PAIGC reage à criação da "Plataforma do PAIGC para a Unidade e Coesão Interna do Partido" repudiando com veemência qualquer tentativa de atropelo às normas estatutárias e qualquer comportamento que não dignifique o espírito do partido, pondo em causa todos os esforços que têm sido levados a cabo nos últimos tempos tendentes a preparar o partido para os grandes desafios que se avizinham (eleições presidenciais e legislativas marcadas para o dia 24 de Novembro próximo).

No passado dia 29 de Junho do corrente foi assinado na sede do Partido o documento constitutivo da "Plataforma do PAIGC para a Unidade e Coesão Interna do Partido" para concorrer ao VIII congresso do Partido.

Através de comunicado de imprensa, o projecto ”Por uma liderança democrática e inclusiva”, reagiu denunciando o que considera ser um grave precedente na vida interna do partido, repudiando toda e qualquer tentativa de condicionar a realização do congresso e as estratégias de cada um dos candidatos à liderança do partido e exigindo por isso o estrito cumprimento das regras previstas nos Estatutos em vigor, aprovados em Gabú no VII Congresso Ordinário, porquanto o PAIGC deve ser exemplo de vitalidade democrática e de cumprimento de todas as regras de uma sã convivência democrática na Guine Bissau.

A posição do Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva” é que o “VIII Congresso não deve debruçar-se sobre a questão da revisão dos Estatutos do Partido, por não ser este o momento adequado para um tal esforço de reorganização.

Contudo, admitindo que a revisão venha a ser feita, em resultado de compromissos entre as diferentes candidaturas, então a revisão deve respeitar a estrutura e o actual modelo de organização, sobretudo no que se refere à Liderança do Partido, hoje concentrada no Presidente do Partido, o qual é o cabeça de lista e o candidato do Partido ao cargo de Primeiro-Ministro em caso de vitória eleitoral, bem como as preocupações de transparência dos processos eleitorais para a escolha dos dirigentes do Partido.”

Na sequência disso, reuniu-se no passado dia 06 de Julho em Lisboa, o Núcleo de Apoio à candidatura de Braima Camará na Diáspora – Europa (NACBC) à liderança do PAIGC com o intuito de debater as questões atrás referidas e a sucessão de acontecimentos que tem marcado a vida interna do nosso glorioso partido.

Neste sentido, reiteramos o nosso apoio à posição do nosso projecto no que tange a criação desta plataforma e por isso defendemos o respeito pelos princípios democráticos que devem nortear a actuação de qualquer candidatura à liderança do PAIGC. Por outro lado, repudiamos com veemência qualquer tentativa de atropelo às normas estatutárias e qualquer comportamento que não dignifique o espírito do partido, pondo em causa todos os esforços que têm sido levados a cabo nos últimos tempos tendentes a preparar o partido para os grandes desafios que se avizinham (eleições presidenciais e legislativas marcadas para o dia 24 de Novembro próximo).

Ademais, tal acto consubstancia e testemunha claramente o reconhecimento de que nenhum dos pretensos candidatos à liderança do partido que subscreveu a Plataforma, reunia e reúne individualmente, condições para apresentar no VIII Congresso Ordinário, um projecto de sociedade e uma moção de estratégia capaz de obter adesão dos militantes e delegados ao congresso do Partido.

Os presentes alertaram para a necessidade imperiosa de instauração de um clima de diálogo permanente e de respeito mútuo entre as diversas candidaturas à liderança do partido na busca de soluções duradoiras e consentâneas com a grandeza do partido que deve demonstrar estar á altura de sensibilizar e unir o nosso povo em torno dos ideais do progresso e desenvolvimento, cumprindo assim o “programa maior” idealizado pelo nosso saudoso líder Amílcar Cabral.

Analisando em pormenor todas as alterações propostas aos Estatutos, concluímos que estamos perante um novo ciclo de atropelos, dos que marcaram os 40 anos da nossa Independência e cujas consequências lançaram o nosso País na labareda infernal da miséria absoluta (Parece que só ficamos bem na fotografia quando não fazemos nada, porque cada passo nosso simboliza desgraça e calamidade para o nosso País e sofrimento para o nosso Povo).

Quem podia imaginar que um grupo de jovens que se dizem intelectuais e modernos, evidenciando uma gritante incapacidade de assumir e gerir um projecto desta envergadura, se meteu nele, para depois chegar ao extremo de, em nome dos seus interesses pessoais, ir à reboque, ou mesmo deixar-se levar ao colo por veteranos que deviam estar neste momento a desfrutar do seu passado de glória, enquanto arquitectos da nossa autodeterminação e independência? Entretanto, estamos a falar da Guiné-Bissau, onde tudo é possível, inclusive ISTO, que estamos a assistir.

Será assim tão difícil prever as consequências de toda esta manipulação ridícula e vergonhosa?

Será que não é possível Unir o Partido e torná-lo mais Coeso, com base num entendimento alargado entre os candidatos jovens?

Será que é assim tão difícil aos candidatos politicamente menos cotados reconhecerem as suas limitações e atribuírem o seu apoio aos mais capacitados e melhor implantados nas Estruturas do Partido, contribuindo desta forma para assegurar a modernidade do Partido e fortalecer os princípios da Democracia Interna, imprescindível á eficácia do seu funcionamento?

Para responder á estas e outras questões que se prendem com as movimentações à volta do Eng.º Carlos Correia, começamos por reconhecer que, abdicando a favor de um respeitável veterano do Partido, conseguimos melhor justificar a nossa incapacidade de continuar na corrida e ao mesmo tempo salvaguardar os nossos interesses pessoais. Entretanto, o aspecto mais perigoso e categoricamente inaceitável desta combinação é, sem dúvidas, a reles tentativa de ajustar os Estatutos do Partido às conveniências desta plataforma, que reconhecemos o direito de existir, mas sem retirar esse mesmo direito às outras candidaturas (um Direito que assiste à todos os militantes e devidamente consagrado nos Estatutos do PAIGC).

A nossa posição face a tudo isto é a seguinte: realizar o Congresso com base nos Estatutos vigentes e posteriormente reunir um Congresso Extraordinário para analisar e resolver os problemas de fundo que afectam o bom funcionamento das Estruturas do Partido.

Aproveitamos esta oportunidade única para reiterar o nosso apoio total e incondicional ao nosso candidato à Presidência do PAIGC no Próximo Congresso, camarada BRAIMA CAMARÁ e agradecer os apoios que nos têm sido manifestados, tanto dentro do País, como por esse Mundo fora, por todos aqueles que acreditam que o futuro do PAIGC passa pela sua democratização, com base na observância rigorosa das normas Estatutárias.

NOTA DE RODAPÉ: Lastimamos profundamente o facto de uma personalidade tão iminente e tão respeitável como o Eng.º Carlos Correia, se envolver directamente nesta atrapalhada, depois de ter dedicado toda a vida a servir exemplar e dignamente o nosso PAIGC e a nossa Guiné-Bissau (é preciso falarmos com o nosso ancião, antes que seja tarde demais).

O Núcleo de Apoio à candidatura de Braima Camará na Diáspora – Europa (NACBC) à liderança do PAIGC regista com agrado e satisfação a postura responsável e ponderada que a liderança do Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva” tem tido na gestão deste complexo dossier e encoraja-a a manter-se firme e intransigente na defesa dos valores que servem de fundamento deste que é o Projecto da Mudança Positiva e da Esperança na construção de uma Guiné cada vez melhor.

Viva a Guiné-Bissau!
Viva o nosso Povo!
Viva o PAIGC!
NESTE PROJECTO HÁ ESPAÇO PARA TODOS, PORQUE É INCLUSIVO!
·         Contactos da coordenação do Núcleo:
·         Telemóvel: 964278747, 964032011 (MOCHE); 920033128,
·         E-mail: nacbc.diasporaeuropa@gmail.com
Lisboa, 07 de Julho de 2013
·         NÚCLEO DE APOIO Á CANDIDATURA DE BRAIMA CAMARÁ (NACBC) à liderança do PAIGC na Diáspora – Europa

terça-feira, 9 de julho de 2013

Bolama condena inequivocamente a "Plataforma do PAIGC para a Unidade e Coesão Internas do Partido"  e os seus mentores


Numa reunião levada a cabo com todas as estruturas do Partido, a exemplo do que sucedeu em Bubaque, uma delegação do Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva" manteve uma sessão de trabalho onde se chamou a atenção dos militantes e membros dos órgãos estatutários presentes para os perigos que revisão tão profunda dos Estatutos, há menos de seis meses das eleições, com o grande risco de confundir os militantes e o povo em geral com um modelo de direcção completamente desconhecido do Parido.

 O Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva", pela voz do camarada Carlos Pinto Pereira, membro da Coordenação Nacional  que chamaria ainda a atenção dos militantes para o recuo democrático que representa o modelo de escolha do Primeiro-Ministro que nos termos da proposta da dita Plataforma        passa a ser escolhido por uma cúpula restrita de pessoas ao invés de o ser pelo conjunto dos delegados ao congresso com a legitimidade que lhes advém do facto de serem os representantes legitimos de todos os militantes do Partido.

Para o Projecto "Por uma liderança democrática e inclusiva" esta proposta apresentada pelos mentores da dita Plataforma "encerra ainda o perigo de não ser o Presidente do PAIGC, o verdadeiro  líder do Partido, por não ser ele  quem vai dar a cara na defesa do Programa do Partido nas eleições, logo não vir a ser ele o responsável pela execução do Programa de Governo".

Para Carlos Pinto Pereira do Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva" os mentores da Plataforma "querem a todo o custo travar ou impedir alguns Candidatos de se candidatarem atraves da apresentacao de argumentos no minimo pretendendo justificar oundefender as vantagens de uma talmproposta onde pretendem levar os menos atentos a subverter o papel do Presidente com o do Secretario Permanente ou Nacional do Partido".

Se a memória de todos ainda é fresca, conforme sustentou o camarada Cancan, membro da Comissão Permanente do Bureau Político do PAIGC e igualmente da Coordenação Nacional do Projecto que apoia Braima Camará à Presidência do PAIGC "no passado a organização do Partido e da vida dos militantes e responsaveis estavam a cargo dos entao (primeiro os camarada José Araújo e posteriormente o camarada Vasco Cabral)  Secretarios Permanentes que deram no desempenho das suas funcoes cabais provas de militância".

"Hoje, quem defende que deve haver quem assegure o pleno e competente papel de tomar conta do PAIGC deve assumi-lo, obviamente sujeitando-se a ser eleito pelos congressistas" sustentou Cancan, para logo a seguir continuar afirmando, "que nós, no ambito do Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva"  defendemos a existencia de um Secretario Permanente ou Nacional assumido por um camarada com capacidade, competência, zelo e dedicação comprovadas, que se encarregará exclusivamente da organização a todos os níveis do PAIGC".

Para Oscar Barbosa "Cancan" o Projecto "Por uma Lideranca Democratica e Inclusiva" aguarda sinceramente que o camarada Carlos Correia, que ja manifestou pulicamente que só quer dar o seu melhor contributo para uma melhor organização do Partido, que o faça na qualidade de Secretario Naional ou Permanente, já que ele  e os seus apoiantes pretendem é ajudar a organizar o partido e não pretender fazer-se de um Presidente que não seja cabeça de lista nem Primeiro-Ministro" 

Para Oscar Barbosa Cancan, "neste momento, com tantas divisões e sensibilidades no seio do PAIGC precisamos de ter tempo e meios para cimentar o actual processo de reconciliação em curso cujo processo está sendo assumido de forma seria e determinada pelo Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva" e por outro de se dar tempo necessário ao nosso Partido para preparar bem a nossa participação das próximas eleições que se avizinham, pois nos pôs congressos há necessidade sempre de se deixar assentar poeira".

Os membros dos órgãos estatutários , os responsáveis das diferentes estruturas regionais, sectoriais e de base e os militantes do PAIGC presentes na reunião teceram serias criticas que passamos a reportar, vindas dos camaradas Bubacar Sidibé, Lassana Cassamá, Dona Augusto Mango, Mamadú Darame, Abdú Sane, Sanquinha, António Sanca, António Pereira Cóia e Iaia Turé.

-  perguntamos aos dirigentes que estão a administrar transitoriamente o nosso partido, o que afinal pretendem quando subscrevem uma Plataforma que só divide e complica a vida do PAIGC?

-  os subscritores da Plataforma estão sendo ao mesmo tempo jogadores e árbitros e vão acida mais longe quando não compreendem que esta frente é um grave retrocesso que até defende o retorno do centralismo democrático;

-  Amilcar Cabral sempre defendeu que os melhores no seio do nosso Partido continuarão a sua obra e a guiar o PAIGC e os subscritores da Plataforma já demonstraram por A mais B que não o são;

-  Os actuais dirigentes em clara minoria no Partido estão usando a mentira, a demagogia, numa vã tentativa de enganar os incautos e os menos atentos, por isso mesmo, não podemos nem devemos permitir sermos arrastados pela Plataforma e os seus mentores e nem aceitar os que se arvoram com direito de serem os donos do PAIGC, de serem eles os mais honestos e dedicados e por conseguinte os mais legítimos de naturalmente de tomar conta dos destinos do PAIGC;

-  Como responsáveis locais do nosso Partido, que sempre demos o melhor de nós na defesa do nosso partido, não podemos deixar nem aceitar que um grupo de dirigentes esteja a levar a cabo um jogo perigoso e oportunista;

-  Levem a nossa mensagem aos nossos camaradas veteranos, dizendo-lhes que os seus filhos já sabem andar com os seus próprios pés;

-  Não podemos deixar que meia unia de veteranos substituam as competências dos diferentes órgãos estatutários do Partido;

-  A Plataforma não é mais do que um ancoradouro para os que sabem de antemão não terem a mínima possibilidade de vencer uma luta democrática aberta e transparente;

-  A nossa esperança é Braima Camará e o Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva" pela forma como sabe escutar, respeitar e compreender a situação dos veteranos;

-  É muito mau que sejam dirigentes com história dentro do Partido estejam a promover acções anti estatutárias;
Depois de escutarem se forma atenta todas as intervenções, tanto Oscar Barbosa, como Carlos Pinto Pereira e Mandú Camará deram resposta a todas as perguntas levantadas e a terminar, Cancan, em nome do Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva" disse regressarem a Bissau bastante satisfeitos, "pois o que aqui escutamos, estamos mais do que convencidos de que estamos no bom caminho e que a nossa marcha rumo a uma grande vitoria nos trabalhos do VIII Congresso Ordinário, fará surgir no horizonte um novo e mais forte PAIGC, unido, coeso e verdadeiramente transformado num Partido responsável e plenamente engajado na defesa dos superiores interesse do nosso povo".

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Bubaque mantém-se firme ao lado do Projecto "por uma liderança democrática e inclusiva"

O Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva" chamou a atenção dos militantes e membros dos órgãos estatutarios do PAIGC numa reuniao ocorrida em Bubaque para o recuo democrático que representa o modelo de escolha do Primeiro-Ministro que nos temos da proposta da dita Plataforma passa a ser escolhido por uma cúpula muito de pessoas ao invés de o ser pelo conjunto dos delegados ao congresso com a legitimidade que lhes advém do facto de serem os representantes legitimos de todos os militantes do Partido.
Uma reuniao de esclarecimento sobre o surgimento da "Plataforma do PAIGC para a Unidade e Coesão Internas do Partido"  foi levada a cabo com todos os membros dos órgãos estatutários e das estruturas do Partido no Arquipélago dos Bijagos por uma delegacao do Projecto "por uma liderança democrática e inclusiva" integrada pelos camaradas Oscar BARBOSA "Cancan", membro da Comissão Permanente do Bureau Politico e Responsável pela Comunicação e Marketing no âmbito do projecto liderado pelo camarada Braima Camara, Carlos Pinto Pereira, da Comissão política e Estratégica e por Mandu Indjai, Coordenador do Projecto nos Bijagós.

Depois das explicações dadas pelo camarada Calos Pinto Pereira na sua exposição chamou a atenção dos militantes para a falta de oportunidade de uma disso tão profunda dos Estatutos há menos de seis meses das eleições com o grande risco de confundir os militantes e o povo em geral com um modelo de direcção completamente desconhecido do Parido.

Carlos Pinto Pereira, igualmente jurista e professor da Faculdade de Direito de Bissau, chamou ainda a atenção dos militantes para o recuo democrático que representa o modelo de escolha do Primeiro-Ministro que nos temos da proposta da dita Plataforma passa a ser escolhido por uma cúpula muito de pessoas ao invés de o ser pelo conjunto dos delegados ao congresso com a legitimidade que lhes advém do facto de serem os representantes legitimos de todos os militantes do Partido.

Para este docente, igualmente membro da direcção política e estratégica do Projecto "Por uma liderança democrática e inclusiva" esta proposta "encerra ainda o perigo de não ser o Presidente do PAIGC, o verdadeiro  líder do Partido, por não ser ele  quem vai dar a cara na defesa do Programa do Partido nas eleições, logo não vir a ser ele o responsável pela execução do Programa de Governo. Na azafama de tolher o passo a alguns Candidatos, os defensores da dita Plataforma confundem o papel de Presidente com o do Secretario Permanente ou Nacional do Partido, que deve este sim, tomar conta pela organização do Partido e pela vida dos seus militantes, tal como no passado, os camaradas José Araújo e Vasco Cabral deram cabais provas de militância cumprindo aquelas funções de Secretario Permanente com capacidade, competência, zelo e dedicação, hoje esperamos que o camarada Carlos Correia, que quer dar o se contributo na melhor organização do Partido que o faça neste lugar já o que eles pretendem é ajudar a organizar o partido".

Diferentes membros das diferentes estruturas do PAIGC presentes passaram a intervir depois das explicações que lhes foi dada sobre a Plataforma, sendo de destacar as dos seguintes camaradas, nomeadamente:

Major Koné, Regulo local e em nome do poder tradicional e dos membros do Partido que lhe confiaram esta missão de vir declarar o sentir dos militantes sustentou que a solução defendidas pela Plataforma é "inaceitável porque tanto a escolha ou eleição dos Vice-Presidentes é feita num espaço reduzido o mesmo pode induzir ao nepotismo, ou proteccionismo ou amiguismo, sendo por conseguinte de se recusar categoricamente tal projecto".

Para César Barbosa, da Comissão Política local, "deve ser eleito um Presidente para o Partido que seja o rosto visível da nossa campanha asa próximas legislativas, de contrario, estamos a dar espaço aos nossos adversários".

Para a dirigente local da UDEMU, Fátima Dabó Lopes "Dona Lopes", membro da Comissão Política do Sector  Bubaque e Primeira Secretária da UDEMU no Sector de Bubaque impunha-se uma pergunta: "de onde saíram com esta ideia de criar esta Plataforma? Pois estava já convencida que não havia mais vontade de haver mais guerra no seio do nosso Partido, mas pelo que vejo, os mentores desta Plataforma procuram mais discórdia no nosso seio e isso é mau em vésperas de eleições ao importantes que vamos registar dentro despótico tempo, por isso apelo ao dialogo, à reconciliação, a unidade e coesão  no seio do nosso Partido. Por isso deixemos ainda de lado esta Plataforma que só nos divide e complica ainda mais a nossa vida".

Para o camarada  António Cumprido, membro do Comité Central do PAIGC, um veterano Combatente da Liberdade da Pátria, "se os mentores desta Plataforma são os nossos camaradas veteranos, eles devem parar com isso imediatamente, pois esta ideia da Plataforma é uma grande vergonha que só nos causa dor e tristeza e o momento que o país vive e muito principalmente o nosso PAIGC, impõe-nos que adoptemos uma postura de dialogo e de bom senso, pois tudo que possa causar a nossa divisão deve ser deixado para trás".

De se destacar igualmente as intervenções dos camaradas Luis Mango, do Comité Central do PAIGCLuis Albino Mango, membro do Comité Central / Coordenaor Regional da JAAC e Coordenador do Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva" no Sector de Bubaque; Sedja Garbote, Coordenador do Circulo 11; Jorge Alemão Gomes, membro da Comissão Política do Sector de Bubaque e membro da Coordenação Nacional da JAAC; Mário Valentim, Presidente da Comissão Política do Sector de Bubaque e da Coordenação Nacional da JAAC; João Francisco Gomes, membro da Comissão Política do Sector de Bubaque e do Secretariado Sectorial da JAAC; Assumane Camará, membro da Comissão Política do Sector de Bubaque e Idriça Djassi, membro da Comissão Política da Secção de Timbato, que defenderam de forma corajosa a necessidade de uma mudança séria no modus faciandi do Partido, de forma a adequá-lo e fortalecê-lo para os desafios políticos que se avizinham, tendo em conta que os partidos políticos "nossos adversários já estão a trabalhar a sua pré-campanha de modo a retirar o PAIGC do lugar que historicamente lhe comete ocupar, mas que hoje, muitos procuram entravar".

No entanto, de se registar que todos os presentes foram unânimes em reafirmar o seu apoio inequívoco ao Projecto "por uma liderança democrática e inclusiva" e ao seu líder, camarada Braima Camará e neste aspecto, de se registar, pela veemência colocada alguns camaradas, nomeadamente, Kambança, Sedja Muscate, Albino Sá, Quintino Ié e Landin Darame, que se manifestaram categoricamente contra a Plataforma.

De igual modo, muitos intervenientes perguntaram pelo nome do Candidato do PAIGC as próximas presidenciais, isto pelo facto de ter sido anunciado a realização de eleições simultâneas para o próximo 24 de Novembro do corrente ano.

Após terem sido esclarecidas todas as questões colocadas pelos participantes, falaria o camarada Oscar Barbosa "Cancan" que agradeceu a forma muito clara e objectiva como os participantes deram a sua contribuição e pela forma como reafirmaram de forma inequívoca a sua adesão  e lealdade para com  o Projecto "Por uma liderança democrática e inclusiva", sustentaria na sua intervenção que "a hora no Partido deveria ser da reconciliação da família PAIGC e nunca o contrario, como pretendem os mentores desta Plataforma, pois devíamos era estarmos unidos e coesos para levarmos por diante a realização do nosso VIII Congresso Ordinário, donde não haveriam vencedores nem vencidos, donde sairíamos preparados e reforçados para assumirmos de forma conjunta e responsável os grandes combates políticos que se avizinham".

"O PAIGC precisa urgentemente de se reorganizar e reestruturar" sitiando ainda Oscar Barbosa, para logo afirmar "desafios estes que são incompatíveis com esta história da Plataforma criada por camaradas nossos que sabem antecipadamente não terem condições de ganhar as eleições para Presidente do PAIGC, palco onde veriam ter lugar confrontos de ideias para fortalecer ainda o nosso grande Partido, política e estrategicamente".

Para este dirigente, "há uma necessidade de fazer voltar o Partido de Amilcar Cabral e dos Combatentes da Liberdade da Pátria a sua linha e ao seu método de trabalho, introduzindo rápida e correctamente o principio da critica e autocrítica, aplicada e seguida de forma responsável e determinada, de modo a fazemos regressar ao nosso PAIGC a principio da pratica da verdade, algo que omitimos ao longo destes anos e que conduziram a degradação e ao estado de abandono em que se encontra".

Para Oscar Barbosa, o projecto "por uma liderança democrática e inclusiva"  quer e lutará pelo ressurgimento pleno e consistente de um PAIGC que não seja somente utilizado somente em períodos eleitorais, queremos um PAIGC que funcione a tempo inteiro e sirva para a promoção de um desenvolvimento sustentável e dentro desta linha, não queremos que o partido sirva os desejos e as vontades de ninguém, mas sim que assuma a responsabilidade colectiva para com todos os seus militantes e simpatizantes e do povo guineense no seu conjunto. Por outras palavras e tal como há dias defendeu e bem o camarada Braima Camará, cito-o, "temos que defender o dialogo, o combate ao medo, o combate ao oportunismo, o combate aos que procuram servir-se do partido para atingir os seus fins pessoais e contrários aos princípios de Amilcar Cabral".

"Hoje não temos tempo e nem existem razões fortes, para a actual conjuntura política que o país  atravessa, para procedermos a mudanças estruturais tão profundas como contra procedentes no seio do PAIGC, para mais quando os seus próprios defensores defendem a realização de um congresso extraordinário para fazer voltar o partido  a situação donde o querem tirar" sustentou Cancan, para logo concluir que "para montagens e colagens e as grandes e fictícias mudanças que estão a tentar impingir-nos deve merecer da nossa parte, enquanto dirigentes e militantes um rotundo não a proposta de Estatutos que um grupo de veteranos e alguns saudosistas promotores do centralismo democrático nos querem a viva força impingir".

A terminar, Oscar Barbsa "Cancan" disse regressar a Bissau bastante satisfeito, "pois as respostas que hoje escutamos nesta reunião com as estruturas regionais do nosso Partido, bem como das organizações sociopoliticas aqui representadas em peso deveriam fazer os promotores da Plataforma a reflectirem sobre os passos e propostas que estão a defender, remando contra a maré".