O enorme espaço do
salão Amílcar Cabral, da sede do PAIGC, foi pouco para albergar centenas de
Com-batentes de Liberdade da Pátria que marcaram a sua presença para ouvir
Braima Camará, candidato do projecto “Liderança Democrá-tica e Inclusiva”.
Provenientes das regiões de Bolama/Bijagós, Quínara, Bafatá,
Gabú, Oio, Cacheu, Biombo e Bissau, os homens que deram as suas vidas para
libertar a Guiné-Bissau bem como as mulheres viúvas de combatentes tombados em
defesa do solo pátrio, quiseram testemunhar com a sua presença o quanto estão
desejosos de ver um PAIGC renovado e dirigido por um filho de antigo
combatente. Todos manifestaram o seu apreço e carinho pela candidatura do
projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva”.
Ao dar início à sessão, António Óscar Barbosa (Cancan),
salientou que com Braima Camará na liderança, o PAIGC será recolocado no seu
devido lugar, “onde os Combatentes da Liberdade da Pátria serão
valorizados e dignificados”, acrescentando que “os Combatentes são homens da verdade e, como tal, deveremos sempre ser
norteados pela verdade”.
Já o Coordenador Nacional do Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva", Marciano da Silva
Barbeiro agradeceu a presença dos heróicos combatentes que “deram as suas vidas e juventude para entrarem
nas matas com o objectivo de lutar pela liberdade do povo”.
Marciano Barbeiro considerou que todos vêm em Braima Camará “o candidato ideal, melhor preparado para
dirigir o PAIGC”, acrescentando que este encontro “é de irmãos que estão a buscar o melhor caminho para o PAIGC”.
Finalmente chegou o momento mais esperado, e que mobilizou
centenas de combatentes de liberdade da pátria para a sede do PAIGC: escutar ao
vivo o que Braima Camará tinha para lhes transmitir. Aliás, foi a primeira vez
que na sede do PAIGC, combatentes de liberdade da pátria provenientes das
diferentes regiões do país tiveram a oportunidade de ver o fruto do seu
sacrifício - um filho dos seus pares e, consequentemente, seu filho também – a
passar-lhes uma mensagem de paz, esperança e de melhores dias no porvir.
Braima Camará revelou aos presentes que o projecto de
candidatura que lidera aceitou “consentir
sacrifícios para continuarmos a vossa obra, o vosso sonho de uma Guiné próspera
e desenvolvida, mas que em 40 anos de independência ainda continua uma terra de
incertezas”, para de seguida, lançar a interrogação: “Em 40 anos de independência quem está em condições de dizer que o sonho
foi concretizado?”, acrescentando que “foi
graças a vós que hoje posso estar aqui a falar e a nossa dívida convosco só
Deus a pode pagar”.
Na sua intervenção salientou que o PAIGC é o partido de todos
e “não deve ter raça, cor ou religião”.
Sendo assim, garantiu, “serei um
presidente de diálogo e de unidade, de paciência e de tolerância e procurarei
tudo fazer para que viúvas e combatentes de liberdade da pátria nunca mais
sintam abandonados”.
Sendo a humildade uma das suas características, Braima Camará
não hesitou em afirmar a sua vontade de aprender com a experiência dos
combatentes para “materializar o vosso
sonho e continuar a vossa obra”.
Em jeito de balanço, o encontro foi esclarecedor para todos
os combatentes e viúvas de combatentes presentes que ainda tiveram a
possibilidade de assistir a momentos musicais e um almoço de confraternização
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