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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

No Salão Nobre “Amílcar Cabral”: Braima Camará com Combatentes de Liberdade da Pátria

O enorme espaço do salão Amílcar Cabral, da sede do PAIGC, foi pouco para albergar centenas de Com-batentes de Liberdade da Pátria que marcaram a sua presença para ouvir Braima Camará, candidato do projecto “Liderança Democrá-tica e Inclusiva”.

Provenientes das regiões de Bolama/Bijagós, Quínara, Bafatá, Gabú, Oio, Cacheu, Biombo e Bissau, os homens que deram as suas vidas para libertar a Guiné-Bissau bem como as mulheres viúvas de combatentes tombados em defesa do solo pátrio, quiseram testemunhar com a sua presença o quanto estão desejosos de ver um PAIGC renovado e dirigido por um filho de antigo combatente. Todos manifestaram o seu apreço e carinho pela candidatura do projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva”.
 
Ao dar início à sessão, António Óscar Barbosa (Cancan), salientou que com Braima Camará na liderança, o PAIGC será recolocado no seu devido lugar, “onde os Combatentes da Liberdade da Pátria serão valorizados e dignificados”, acrescentando que “os Combatentes são homens da verdade e, como tal, deveremos sempre ser norteados pela verdade”.

Já o Coordenador Nacional do Projecto "Por uma Liderança Democrática e Inclusiva", Marciano da Silva Barbeiro agradeceu a presença dos heróicos combatentes que “deram as suas vidas e juventude para entrarem nas matas com o objectivo de lutar pela liberdade do povo”.
Marciano Barbeiro considerou que todos vêm em Braima Camará “o candidato ideal, melhor preparado para dirigir o PAIGC”, acrescentando que este encontro “é de irmãos que estão a buscar o melhor caminho para o PAIGC”.

Finalmente chegou o momento mais esperado, e que mobilizou centenas de combatentes de liberdade da pátria para a sede do PAIGC: escutar ao vivo o que Braima Camará tinha para lhes transmitir. Aliás, foi a primeira vez que na sede do PAIGC, combatentes de liberdade da pátria provenientes das diferentes regiões do país tiveram a oportunidade de ver o fruto do seu sacrifício - um filho dos seus pares e, consequentemente, seu filho também – a passar-lhes uma mensagem de paz, esperança e de melhores dias no porvir.
Braima Camará revelou aos presentes que o projecto de candidatura que lidera aceitou “consentir sacrifícios para continuarmos a vossa obra, o vosso sonho de uma Guiné próspera e desenvolvida, mas que em 40 anos de independência ainda continua uma terra de incertezas”, para de seguida, lançar a interrogação: “Em 40 anos de independência quem está em condições de dizer que o sonho foi concretizado?”, acrescentando que “foi graças a vós que hoje posso estar aqui a falar e a nossa dívida convosco só Deus a pode pagar”.

Na sua intervenção salientou que o PAIGC é o partido de todos e “não deve ter raça, cor ou religião”. Sendo assim, garantiu, “serei um presidente de diálogo e de unidade, de paciência e de tolerância e procurarei tudo fazer para que viúvas e combatentes de liberdade da pátria nunca mais sintam abandonados”.
Sendo a humildade uma das suas características, Braima Camará não hesitou em afirmar a sua vontade de aprender com a experiência dos combatentes para “materializar o vosso sonho e continuar a vossa obra”.

No rol de prioridades e de atenção para com os homens que deram as suas vidas e sacrificaram a sua juventude e ambiente familiar em prol da Guiné-Bissau, garantiu que com ele na presidência do PAIGC, a cultura da verdade será uma prática e não haverá combatentes do regime ou combatentes de primeira e de segunda, continuando “a maioria sem nenhuma atenção ou protecção”. Prometeu criar um “Conselho Regional de Veteranos que vai permitir aos combatentes melhor organização e discussão de problemas da classe”. Também o combate à anarquia, aos vícios e aos complots no seio do PAIGC vai merecer a atenção de Braima Camará para além de outros males de que o partido padece hoje.
O candidato enumerou ainda os pontos de fricção entre o projecto que suporta a sua candidatura e a chamada plataforma e que incidem principalmente na liderança do partido e chefia do Governo, na eleição do Presidente da Assembleia Nacional Popular bem como no órgão do Conselho Nacional de Jurisdição. Em suma, esta candidatura sustentou que defende os actuais estatutos com revisões pontuais em artigos que suscitem maior controvérsia.

Em jeito de balanço, o encontro foi esclarecedor para todos os combatentes e viúvas de combatentes presentes que ainda tiveram a possibilidade de assistir a momentos musicais e um almoço de confraternização

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